Luciana Branco
26.07.2026

Sobre amar e ser amada

No prelúdio de meu livro “Vou te resgatar quantas vezes forem necessárias”- lançado em 2024, pela editora Patuá -, escrevo que nasci para aprender a amar e ser amada.

Com a psicologia junguiana, seja como analisanda, seja como analista, experimento o amor. Quando conto sobre meus horrores e sou respeitada. Quando ouço sobre as fraquezas alheias e escuto nelas a força. Quando enxergamos juntos (analista e eu, eu e analisandos) novas possibilidades, novos caminhos, novas narrativas para o que já foi.

Quando silenciamos diante do desconhecido ou daquilo, de tudo aquilo que não cabe em palavras. São muitas coisas na vida que não cabem em palavras.

 

Em todos esses momentos, aprendo a amar e ser amada. A amar minhas escolhas, coragens, minhas vergonhas, meus medos, desejos, as conquistas, os fracassos, as dúvidas do que ainda não sei se conseguirei um dia transformar.

A amar o outro. Em seus medos, confusões, em seus escapes, nas suas dúvidas. E nas alegrias dos novos passos cambaleantes dados com coragem. Nas lágrimas que vejo jorrar quando alguém fala direto da alma. No choro desesperado de quem já não sabe mais para onde ir.

Como diz o filme, analise junguiana é um método perigoso. Requer o ser humano por inteiro, falaram os alquimistas.

Há quatro anos, o caminho de uma vida me levou a buscar aprender formalmente a ser cada vez mais inteira. E a poder convidar quem quiser a experimentar o mesmo. Dói e dá prazer na mesma medida. Luz e sombra. Sinto mesmo que ando aprendendo a amar e ser amada.

Ontem foi um daqueles dias especiais. O encerramento do curso de Arteterapia no IJEP (muito agradecida aos professores e colegas de turma).

 

 

É o fim, o começo e a continuação de um caminho. Fiquei feliz como criança ao tirar 10 na prova, pois tirei 10 na prova (rs). E sigo: com a finalização do TCC e depois o início da especialização em psicossomática.

E mais ainda, me remexendo, me experimentado, nos riscos que tomo, nos desejos que assumo, nos medos que acolho. E sendo testemunha de mudanças, de medos, de desejos, vergonhas, sonhos, silêncios… cabe muita vida nessa vida.

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Tô com vontade de montar turma nova no Experimento de Autocura de @oqueseidemim, vamos?

#autoconhecimento #Jung